Nesta quarta-feira (22), os preços do ouro e da prata registraram quedas acentuadas pelo segundo dia consecutivo, interrompendo uma valorização notável que se estendia desde o início de 2025. O ouro, considerado um ‘ativo de refúgio’, viu seu valor disparar, alcançando recordes históricos e levantando expectativas de ultrapassar a marca de 5.000 dólares por onça. No entanto, a cotação caiu até 6% após uma forte realização de lucros por parte dos investidores.
A alta do ouro foi impulsionada por fatores como a desvalorização do dólar, expectativas de cortes nas taxas de juros e a crescente compra do metal por bancos centrais. Contudo, a recente diminuição na demanda, impulsionada por otimismo em relação à guerra comercial entre China e Estados Unidos, resultou em um retrocesso significativo. A cotação do metal precioso, que alcançou 4.381,51 dólares na segunda-feira, mostra agora sinais de correção após meses de crescimento contínuo.
Especialistas em mercado, como Stephen Innes da SPI Asset Management, comentam que a queda do ouro é um ajuste natural após uma fase de alta prolongada. O impacto dessa correção pode afetar as estratégias de investimento no setor, especialmente em um contexto de incertezas econômicas globais. A atenção agora se volta para como os mercados reagirão nas próximas semanas diante das novas perspectivas comerciais e das políticas monetárias.

