O dólar iniciou a sessão desta quarta-feira (1º) em queda, cotado a R$ 5,3038 às 9h05, em meio à paralisação administrativa do governo dos Estados Unidos que começou à meia-noite. A interrupção ocorreu após o Congresso americano não aprovar o orçamento federal, gerando incertezas sobre a divulgação de indicadores econômicos importantes e impactando os mercados globais. No Brasil, o Ibovespa abriu às 10h, com atenção voltada para dados econômicos locais e a votação na Câmara dos Deputados sobre a ampliação da isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil.
A paralisação orçamentária nos EUA, conhecida como “shutdown”, é resultado do impasse entre democratas e republicanos sobre o financiamento de programas de saúde. Os democratas condicionam a aprovação do orçamento à extensão desses programas, enquanto os republicanos defendem que saúde e orçamento sejam tratados separadamente. Com o governo impedido de gastar, milhares de servidores públicos foram colocados em licença, e serviços essenciais podem ter salários suspensos. O Departamento do Trabalho americano suspendeu quase todas as atividades, incluindo a divulgação do payroll de setembro, aumentando a incerteza sobre as decisões do Federal Reserve.
O impacto da paralisação se refletiu nas bolsas globais: os índices futuros americanos operam em queda, enquanto as bolsas europeias registram alta impulsionadas por acordos no setor de saúde. Na Ásia, o desempenho foi misto devido a feriados e ajustes locais. No Brasil, além da agenda econômica, o mercado acompanha a votação da isenção do IR no Congresso, que pode influenciar o humor dos investidores. A continuidade do shutdown americano pode atrasar dados cruciais para a política monetária global e afetar a estabilidade dos mercados financeiros.

