Os presidentes Donald Trump e Xi Jinping se encontram na próxima quinta-feira, 30, na Coreia do Sul, para discutir um acordo comercial que pode redefinir as relações entre Estados Unidos e China. As conversas se concentram na redução de tarifas comerciais e nas restrições chinesas sobre a exportação de terras raras, elementos essenciais para a economia global. A expectativa é que um consenso preliminar já tenha sido alcançado entre as autoridades comerciais de ambos os países.
O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, descreveu a estrutura das negociações como bem-sucedida e indicou que novas tarifas sobre produtos chineses estão fora de cogitação. Além disso, a China se compromete a limitar a exportação de precursores químicos do fentanil e a aumentar as compras de produtos agrícolas dos EUA. O sucesso desse encontro dependerá das concessões mútuas que cada lado estiver disposto a oferecer.
A aproximação entre Washington e Pequim tem implicações diretas para o Brasil, que é um dos principais parceiros comerciais da China. Com quase um terço das exportações brasileiras destinadas ao país asiático, as mudanças nas tarifas podem afetar significativamente esse fluxo comercial. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, foi designado para negociar com o Brasil, sugerindo que os EUA buscam estreitar laços comerciais em detrimento da China, o que pode alterar o cenário comercial no continente.

