Os Estados Unidos revelaram planos para a instalação de um reator nuclear na Lua até 2030, com o intuito de garantir uma fonte estável de energia para futuras bases lunares. Essa iniciativa está inserida em uma estratégia mais ampla do país, que visa reforçar sua presença no espaço e competir diretamente com a China e a Rússia, que também preveem desenvolver suas próprias usinas nucleares lunares até 2035.
O reator, parte do programa Artemis, permitirá a operação de bases sustentáveis no polo sul lunar, onde se espera que forneça 100 quilowatts de energia, mesmo em áreas sem luz solar. Essa infraestrutura é considerada fundamental não apenas para as missões lunares, mas também como um trampolim para futuras expedições a Marte, consolidando a base tecnológica dos EUA na exploração espacial.
A movimentação dos EUA na exploração lunar reflete uma nova corrida espacial, que remete à rivalidade da Guerra Fria, agora em um contexto global. A capacidade de gerar energia nuclear na Lua não é apenas uma inovação tecnológica, mas também um símbolo de liderança e influência, podendo definir as regras da exploração lunar em um cenário onde a Lua se torna um novo tabuleiro de disputas políticas e econômicas.

