Na última sexta-feira, 24 de outubro de 2025, os Estados Unidos confirmaram o envio do destróier USS Gravely a Trindade e Tobago para participar de exercícios militares conjuntos com a Força de Defesa local. Essa movimentação acontece em um contexto de crescente tensão com o governo de Nicolás Maduro, com o presidente Donald Trump anunciando operações contra cartéis na região, que considera como ameaças terroristas.
O Ministério das Relações Exteriores de Trindade e Tobago anunciou que o destróier americano realizará treinamentos na próxima quinta-feira, 30. A presença militar dos EUA na ilha é vista como um reforço ao compromisso americano com a segurança regional e a cooperação no Caribe. No entanto, essa abordagem gerou críticas de líderes latino-americanos e especialistas em direito internacional, que questionam a legalidade das operações militares contra alvos que não apresentem perigo iminente.
As ações dos EUA incluem ataques a embarcações suspeitas de envolvimento com narcotráfico, resultando em mortes de civis, o que levanta preocupações sobre a proteção dos direitos humanos. Enquanto Trindade e Tobago mantém sua aliança com Washington, a primeira-ministra Kamla Persad-Bissessar tem evitado abordar o impacto das operações em seus cidadãos. O desdobramento dessa situação poderá influenciar as relações entre os países da América Latina e os Estados Unidos nos próximos meses.

