João Pedro de Moura, ex-assessor do deputado Paulinho da Força (SD-SP), tornou-se foco da CPMI do INSS em uma investigação que busca esclarecer sua ligação com práticas ilícitas. Ele já havia sido preso em 2008 durante a Operação Santa Tereza, que apurou desvios de recursos do BNDES, e agora sua mulher, Pâmela Grecco, sócia da Gestora Eficiente, está no centro das atenções da comissão.
Durante as sessões, o deputado Kim Kataguiri (União-SP) solicitou a quebra dos sigilos fiscal e telemático de João Pedro, apontando indícios de que ele operava como intermediário financeiro em esquemas envolvendo sindicatos e instituições financeiras. O depoimento de Tônia Galletti, coordenadora jurídica do Sindnapi, revelou relações comerciais que colocam João Pedro em uma rede de acusações de desvio de recursos de aposentados.
As implicações dessa investigação são significativas, pois revelam um possível esquema de corrupção que envolve a intermediação entre sindicatos e o governo. A defesa de João Pedro informou que as acusações anteriores foram rejeitadas ou prescreveram, mas a CPMI continua a aprofundar as investigações, o que pode impactar a reputação e a atuação política de figuras envolvidas, incluindo o próprio Paulinho da Força, relator do projeto de anistia na Câmara.


