Na quarta-feira (29/10), o presidente da Embratur e ex-deputado federal Marcelo Freixo (PT-RJ) se manifestou contra a recente megaoperação policial nos complexos do Alemão e da Penha, no Rio de Janeiro, que resultou em ao menos 119 mortes. Freixo afirmou que a operação é uma “chacina com viés eleitoral”, responsabilizando o governador Cláudio Castro pelas fatalidades e desafiando a narrativa de que o governo federal não prestou apoio.
Durante a cerimônia de posse do novo ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Freixo questionou a eficácia da operação, perguntando quais benefícios a população teria com ações tão violentas. Ele destacou a falta de melhorias na segurança e no emprego, sugerindo que a ação policial poderia ser mais um movimento político do que uma solução real para o problema do tráfico. Além disso, Freixo rechaçou críticas sobre a suposta omissão do governo federal, afirmando que a responsabilidade recai sobre o governo estadual.
Freixo também fez um apelo para que Castro apoie a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que centraliza as diretrizes de combate ao crime na União, em contraste com a posição contrária do governador. A situação levantou questões sobre a responsabilidade e eficácia das operações policiais no estado, em um contexto onde a violência e o tráfico de drogas continuam a ser desafios significativos para a segurança pública no Rio de Janeiro.

