A Federação Única dos Petroleiros (FUP) manifestou sua preocupação com o resultado do leilão de blocos do pré-sal realizado em 22 de outubro. A entidade argumenta que a flexibilização do regime de Partilha de Produção, que permite a participação de petroleiras multinacionais sem a obrigatoriedade da Petrobras como operadora única, traz riscos à segurança energética do Brasil. O coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, ressaltou que o pré-sal deve ser considerado um ativo estratégico da nação e defendeu a necessidade de revisão do modelo atual.
Durante o leilão, apenas cinco dos quinze blocos disponíveis foram arrematados, gerando um bônus de assinatura de R$ 103,7 milhões, valor inferior ao esperado pelo governo. A Petrobras, que voltou a participar do leilão após um hiato, conquistou dois blocos, sendo um deles como operadora única e o outro em consórcio com a Equinor. A FUP criticou a participação tímida da estatal, especialmente em comparação com a atuação das multinacionais, que adquiriram três blocos.
A entidade sindical também destacou que o bônus de assinatura arrecadado foi abaixo da previsão inicial, o que levanta preocupações sobre a atratividade do modelo atual para investidores. A FUP continua a defender um modelo de exploração que priorize a segurança energética e os interesses nacionais. O futuro das operações no pré-sal ficará, portanto, sob vigilância, à medida que as discussões sobre a estrutura de partilha e os impactos econômicos se intensificam.


