No universo dos fundos imobiliários, a escolha entre CDI e IPCA gera dúvidas entre investidores. Lucas Araújo, sócio da AF Invest, esclarece que a decisão deve ser baseada na natureza do crédito e na leitura do ciclo econômico. Ele enfatiza que o crédito deve garantir segurança, não apenas arbitrar indexadores.
Araújo explica que, ao reajustar contratos de aluguel pelo IPCA, é prudente vincular financiamentos a esse mesmo índice. Essa estratégia assegura que receitas e pagamentos estejam alinhados, criando uma sinergia benéfica. Além disso, ele observa que, apesar das vantagens do CDI em períodos de Selic alta, a compressão dos spreads pode levar os investidores a abrir mão de retornos em troca de previsibilidade.
O gestor também destaca o ajuste de rota feito pela AF Invest desde 2023, onde se buscou um equilíbrio entre indexadores. Araújo sugere que, em operações com devedores sólidos e juros reais favoráveis, travar no IPCA pode ser vantajoso, enquanto títulos mais curtos devem ser atrelados ao CDI apenas quando os spreads justificarem o risco. Ele conclui que a alocação deve ser estratégica, considerando o tempo e não apenas a conjuntura atual.


