A Garantia da Lei e da Ordem (GLO) voltou a ser tema de debate no Brasil após uma operação da Polícia Militar que resultou em 121 mortes no Rio de Janeiro, a maior chacina da história recente do país. A medida, que permite o uso das Forças Armadas em situações excepcionais, deve ser autorizada pelo presidente da República e foi citada em função da violência crescente na região.
O mecanismo está previsto na Constituição Federal e é acionado em situações críticas, como a recente operação no Rio. Enquanto o governador do Pará solicita a GLO para a COP30, que ocorre em Belém, o governo fluminense não fez pedido semelhante, o que gera discussões sobre a eficácia das ações de segurança no estado. A GLO visa restabelecer a ordem em momentos de esgotamento das forças de segurança pública, conforme determina a legislação.
As implicações dessa situação são significativas, uma vez que a falta de solicitação da GLO no Rio pode indicar uma crise de confiança nas capacidades locais de segurança. A comparação com a COP30 ressalta a diferença de tratamento entre os estados, enquanto a GLO se mostra uma ferramenta potencial para enfrentar a violência. O futuro das operações de segurança no Brasil dependerá das decisões do governo federal e da resposta das autoridades estaduais frente aos desafios atuais.

