A Heineken apresentou os resultados do terceiro trimestre de 2025, revelando uma queda de 1,4% na receita orgânica em comparação ao mesmo período do ano anterior. Essa redução é atribuída a um decréscimo de 2,3% nos volumes, com perdas significativas tanto no segmento premium quanto no mainstream, especialmente no Brasil, onde a queda foi de dois dígitos médios.
O Bradesco BBI observa que a performance da Heineken reflete uma fraqueza no ambiente de consumo nacional, com a produção de cerveja mostrando uma queda anual significativa. A empresa destacou que a normalização dos estoques deve melhorar a relação entre venda e consumo, mas a previsão para a Ambev é desafiadora, com uma expectativa de queda de 7% nas vendas. Este cenário se agrava com a desaceleração estrutural do setor, que já vinha apresentando dificuldades nos últimos meses.
As implicações para a Ambev são preocupantes, pois a empresa enfrenta a pressão de um mercado em retração, aumentando a incerteza sobre sua capacidade de recuperação. O Goldman Sachs mantém uma classificação de venda para as ações da Ambev, prevendo que a situação difícil do mercado de cerveja, amplificada por incidentes de segurança, pode continuar a impactar negativamente os volumes. A empresa deve divulgar seus resultados em 30 de outubro, e o foco agora é sobre como a Ambev reagirá a esses desafios.


