O Banco Central do Brasil e as principais instituições financeiras estão em desacordo sobre o modelo de operação do Pix Parcelado, previsto para ser implementado em 2026. As instituições defendem que as parcelas sejam cobradas através da fatura do cartão de crédito, enquanto o Banco Central prefere que a cobrança seja feita diretamente na conta corrente do usuário, visando manter a integridade do sistema original.
Apesar de alguns bancos já oferecerem versões de parcelamento via Pix, o Banco Central busca padronizar as regras para oferecer uma experiência mais uniforme aos consumidores. A proposta dos bancos de coexistência das duas modalidades, permitindo ao consumidor escolher entre débito em conta ou fatura do cartão, não foi bem recebida pela autarquia, que vê riscos de confusão na percepção do produto pelos usuários.
A discussão sobre o Pix Parcelado também levanta preocupações do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), que alerta para o risco de superendividamento, especialmente entre famílias de baixa renda. O Idec sugere que, se a padronização prosseguir, o produto não deve usar a marca Pix e deve seguir regras regulatórias rigorosas para proteger os consumidores de potenciais armadilhas financeiras.


