No último domingo, 19 de outubro, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, anunciou que o Exército israelense realizou bombardeios na Faixa de Gaza, lançando 153 toneladas de bombas. A ação foi justificada como uma represália à morte de dois soldados israelenses, que, segundo Netanyahu, foram assassinados em um ataque atribuído ao Hamas. O premier fez a declaração durante a sessão de abertura do Parlamento israelense, ressaltando a gravidade da situação.
As Forças de Defesa de Israel informaram que os soldados foram mortos na cidade de Rafah, no sul de Gaza, durante um ataque com míssil. Em resposta, o Exército israelense intensificou os bombardeios, embora o Hamas tenha negado qualquer envolvimento no incidente e reafirmado seu compromisso com a trégua. O grupo acusou Israel de violar o acordo, alegando que a reação foi desproporcional e prejudicial aos esforços de paz na região.
O ataque resultou em pelo menos 44 mortes, e a escalada de violência levanta preocupações sobre a fragilidade do cessar-fogo mediado por potências internacionais. Com o envio de emissários dos EUA à região, a situação se torna ainda mais crítica, pois a continuidade do acordo é ameaçada. Especialistas em relações internacionais vêem este episódio como um teste importante para a estabilidade na Faixa de Gaza e a possibilidade de um futuro diálogo de paz.

