O leilão de sete blocos de exploração de petróleo no pré-sal, ocorrido nesta quarta-feira (22), resultou na arrematação de cinco áreas, com um total de R$ 452 milhões em investimentos. O evento, promovido pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) na sede no Rio de Janeiro, também registrou um ágio médio de 91,20%, destacando um bloco que alcançou um ágio impressionante de 251,63%. Entre as vencedoras, a Petrobras e a norueguesa Equinor se destacaram, cada uma arrematando duas áreas, com a primeira operando sozinha em um bloco e em consórcio no outro.
O diretor-geral da ANP, Artur Watt Neto, considerou o leilão um sucesso, enfatizando que os resultados não devem ser avaliados apenas pelo bônus de assinatura, mas sim pelos investimentos garantidos e pela arrecadação futura que esses blocos podem gerar para a União. Os campos leiloados estão localizados nas Bacias de Campos e Santos, regiões estratégicas para a exploração de petróleo no Brasil. Apesar de dois blocos não terem recebido propostas, a ANP acredita que o interesse das empresas pelo pré-sal se mantém forte, com ágio superior a 90% em vários casos.
A assinatura dos contratos está prevista até 29 de maio de 2026, e a ANP planeja realizar um novo leilão no próximo ano, com até 26 blocos no polígono do pré-sal. O diretor-geral destacou a importância de manter um fluxo contínuo de leilões para a sustentabilidade da indústria petrolífera no Brasil. Com novos players participando do mercado, a expectativa é que esses leilões contribuam significativamente para o aumento das reservas e para o desenvolvimento econômico do país.


