João Pedro Stédile, dirigente nacional do MST, declarou que o Brasil deve manter um diálogo construtivo com os Estados Unidos, ao mesmo tempo em que se solidariza com a Venezuela. Em entrevista ao Poder360, ele elogiou a atuação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na política externa e criticou a postura de alguns líderes norte-americanos, sugerindo que Lula deve isolar figuras consideradas extremistas.
Stédile também se manifestou contra a concessão do Prêmio Nobel da Paz a María Corina Machado, adversária do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Segundo ele, essa escolha foi uma afronta e não contribuiu para fortalecer a extrema-direita na América Latina, comparando-a a uma premiação a Jair Bolsonaro. Ele argumentou que a premiação reflete os interesses geopolíticos dos EUA e criticou a trajetória política de Machado, associando-a a ações antidemocráticas na Venezuela.
O líder do MST enfatizou a necessidade de o Brasil articular-se com países latino-americanos como México e Colômbia para construir uma frente de apoio à Venezuela, evitando intervenções militares. Stédile acredita que a política externa brasileira deve se alinhar com os princípios de solidariedade e paz, em um contexto onde os EUA buscam reafirmar sua influência na região. Essa abordagem pode ter impactos significativos nas relações internacionais do Brasil, especialmente em um cenário geopolítico em transformação.


