O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu adiar o anúncio da indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), o que estava previsto para 21 de outubro. O adiamento pode ser interpretado como uma estratégia para evitar resistência no Senado, onde o senador Rodrigo Pacheco exerce considerável influência sobre as decisões. A preocupação de Lula é que a escolha de Messias não obtenha o apoio necessário na Casa.
Na véspera do adiamento, Lula se encontrou com Davi Alcolumbre, presidente do Senado, que manifestou resistência à escolha de Messias e reafirmou seu apoio a Pacheco. O líder do governo no Senado, Jaques Wagner, minimizou o adiamento, ressaltando que Lula está confiante em sua escolha. Contudo, interlocutores indicam que o presidente deseja dialogar com Pacheco para alinhar os próximos passos políticos, especialmente em relação às eleições de 2026 em Minas Gerais.
A conversa entre Lula e Pacheco, ainda sem data definida, pode influenciar a indicação para o STF, uma vez que o apoio do senador é considerado crucial. Messias, sendo evangélico, poderia facilitar a aproximação de Lula com esse segmento religioso, que tem se mostrado favorável a adversários do atual governo. Portanto, o desfecho dessa negociação pode ter impactos significativos na composição do STF e nas futuras alianças políticas.


