Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, afirmou que a classe trabalhadora servirá como o maior escudo do país se os Estados Unidos tentarem uma ação militar contra seu governo. Durante uma transmissão na TV estatal em 23 de outubro, ele alertou que uma greve geral insurrecional será realizada caso haja qualquer tentativa de derrubá-lo, enfatizando a determinação dos trabalhadores em proteger a nação.
As declarações de Maduro surgem em meio a um aumento das tensões entre a Venezuela e os EUA, que recentemente autorizou ações letais da CIA contra o governo venezuelano. Ele mencionou que, caso seja desafiado, os trabalhadores e camponeses iniciarão uma revolução, com um grande número de milicianos armados prontos para agir. A Venezuela também posicionou mísseis de defesa aérea de fabricação russa para garantir sua segurança.
Além disso, desde agosto, os EUA têm intensificado suas operações navais no Caribe, o que contribui para um clima de incerteza na região. Maduro, ao ordenar a mobilização de forças, busca não apenas fortalecer sua posição interna, mas também reafirmar a resistência venezuelana diante de uma possível intervenção externa. A situação continua a ser monitorada de perto, dado o potencial impacto na estabilidade regional.

