Marc Brackett, diretor do Centro de Inteligência Emocional de Yale, destaca a urgência da regulação emocional em resposta à crescente epidemia de reações exageradas observadas na sociedade atual. Em seu artigo, publicado em 28 de outubro de 2025, ele discute como emoções como medo e raiva podem ser transformadas em coragem e justiça quando geridas adequadamente. A polarização nas reações do público, que vai da crítica à defesa fervorosa, evidencia a necessidade de um diálogo mais profundo sobre o tema.
Brackett argumenta que a regulação emocional não significa suprimir sentimentos, mas sim utilizar habilidades aprendidas para gerenciar emoções de maneira sábia. Ele explica que a raiva, em particular, deve ser canalizada para ações construtivas, em vez de se tornar um agente destrutivo. O autor propõe que, ao nomear e ancorar nossas emoções, podemos transformar a indignação em uma força positiva para mudanças sociais, construindo comunidades mais resilientes e coesas.
Em um contexto global de crescente autoritarismo e crises ambientais, Brackett enfatiza que a regulação emocional é uma ferramenta vital para enfrentar essas adversidades sem se deixar dominar pelo desespero. Ele conclui que a paixão não deve ser silenciada, mas sim direcionada, reforçando a ideia de que o mundo precisa de ações fundamentadas e duradouras. A proposta é clara: devemos aprender a lidar com nossas emoções para que possamos lutar por justiça e solidariedade de maneira sustentável.

