Em entrevista, a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, declarou que a concessão da licença pelo Ibama para a perfuração na Foz do Amazonas foi uma decisão estritamente técnica. Segundo ela, todo o processo de licenciamento, que começou em 2014, foi conduzido com rigor, levando em consideração as necessidades ambientais da região. A Petrobras está pronta para iniciar a prospecção, que visa avaliar a presença de petróleo, sem a intenção de exploração imediata.
Marina Silva destacou que as melhorias exigidas pelo Ibama ao longo do processo foram fundamentais para assegurar a proteção da fauna local. A nova base de suporte, localizada a 160 km do local da perfuração, substituirá a anterior, que ficava a 800 km, minimizando o tempo de resposta em caso de emergência. A licença foi emitida após um extenso processo de avaliação, incluindo estudos de impacto ambiental e audiências públicas, demonstrando o compromisso do órgão com a preservação ambiental.
As implicações dessa licença são significativas, não apenas para a Petrobras, que investirá cerca de US$ 3 bilhões na Margem Equatorial, mas também para o futuro energético do Brasil. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ressaltou a importância estratégica da região para a segurança energética nacional. No entanto, ambientalistas permanecem preocupados com os riscos que a exploração de petróleo pode representar para o ecossistema local, o que levanta um debate sobre os limites entre desenvolvimento econômico e conservação ambiental.


