Uma megaoperação das polícias Civil e Militar no Rio de Janeiro, realizada em 28 de outubro, resultou na morte de 64 pessoas e deixou 11 feridos, de acordo com o Instituto Fogo Cruzado. A ação, que ocorreu nos complexos da Penha e do Alemão, superou o número total de mortes registradas no mês de outubro até aquele dia, que foi de 63. O objetivo da operação era combater lideranças do Comando Vermelho e o tráfico de drogas na região.
Durante a operação, quatro policiais foram mortos e oito ficaram feridos, além de três civis, incluindo uma mulher atingida dentro de uma academia. O Instituto Fogo Cruzado classificou o episódio como a maior chacina policial da história do Rio, superando eventos anteriores em Jacarezinho e Vila Cruzeiro. A operação desencadeou uma resposta intensa dos traficantes, que utilizaram drones para lançar bombas, levando ao fechamento de vias importantes e à suspensão de aulas em mais de 80 escolas e universidades na cidade.
As repercussões desta operação levantam sérias preocupações sobre a eficácia das políticas de segurança pública no estado. Com um total de 799 tiroteios em operações policiais no Grande Rio em 2025, a situação se agrava, especialmente para os agentes de segurança, dos quais 126 foram baleados até agora. O governo estadual anunciou recompensa de R$ 100 mil por informações sobre um dos líderes do Comando Vermelho que permanece foragido, reforçando a urgência de uma abordagem mais eficaz e humanitária na segurança pública.


