No dia 28 de outubro de 2025, uma grande operação policial no Complexo da Penha, zona norte do Rio de Janeiro, resultou na morte de pelo menos 64 pessoas, entre elas quatro policiais. Moradores relataram que alguns dos corpos apresentavam sinais de execuções sumárias, com ferimentos visíveis na cabeça e no corpo, incluindo tiros na nuca e facadas. A operação, focada no combate ao Comando Vermelho, envolveu cerca de 2.500 agentes das polícias Civil e Militar.
Os corpos foram encontrados em uma área de mata e foram transportados por moradores e pelo Corpo de Bombeiros, sem a presença da Polícia Civil. O IML do Rio foi temporariamente fechado para receber apenas as vítimas da operação, enquanto outras necropsias foram transferidas para o IML de Niterói. A situação gerou um clima de tensão na comunidade, com muitos questionando a abordagem policial e os métodos utilizados durante a operação.
Essa operação é considerada a mais letal da história do estado do Rio de Janeiro, levantando preocupações sobre a escalada da violência e a eficácia das ações policiais. O governo estadual confirmou que o número de mortos pode aumentar, à medida que mais informações forem apuradas. A situação continua a ser monitorada por autoridades e organizações de direitos humanos, que expressam preocupações sobre os direitos das vítimas e a necessidade de uma investigação imparcial.

