Nesta terça-feira (28), uma megaoperação das polícias Civil e Militar foi deflagrada nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro, com foco no traficante Edgard Alves de Andrade, conhecido como Doca. Considerado o principal líder do Comando Vermelho na região, ele é foragido e investigado por mais de cem homicídios, incluindo a execução de três médicos em um caso recente de confusão com milicianos. A operação mobilizou 2,5 mil agentes e resultou em 81 prisões e na apreensão de 93 fuzis.
Doca, de 55 anos, é apontado como um dos integrantes da cúpula do Comando Vermelho e lidera atividades criminosas em várias comunidades da Zona Norte e Sudoeste do Rio. Além de ser investigado por homicídios, ele já foi alvo de operações anteriores, incluindo uma que visava combater o uso de drones por traficantes. A polícia acredita que Doca tenha um papel central na guerra entre traficantes e milicianos, exacerbando a violência nas áreas afetadas.
Com a recompensa de R$ 100 mil oferecida pela captura de Doca, as autoridades esperam obter informações que ajudem na sua localização. A ação representa um esforço contínuo para combater o tráfico de drogas e a violência associada, que afetam diretamente a segurança nas comunidades cariocas. A operação também gerou um número significativo de baixas, incluindo mortos e feridos entre policiais e civis, refletindo a escalada do conflito no Rio de Janeiro.

