O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, determinou que a Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social de Alagoas apresente um relatório de monitoramento eletrônico do ex-presidente Fernando Collor em um prazo de 24 horas. A decisão foi emitida na sexta-feira, 24 de outubro de 2025, após a comunicação de uma falha no dispositivo de monitoramento, que ficou desligado entre os dias 2 e 3 de maio por falta de carga na bateria.
A falha no monitoramento foi recebida com cinco meses de atraso, e a secretaria alegou que a demora se deu pela falta de especificações nos canais de comunicação para o envio do relatório. Moraes enfatizou que o atraso pode ser considerado descumprimento de ordem judicial, podendo resultar em consequências legais, incluindo o crime de desobediência, conforme o Código Penal. Ele ainda determinou que a Procuradoria Geral da República seja notificada sobre a situação.
Fernando Collor, que está sob prisão domiciliar humanitária desde maio devido à Doença de Parkinson, foi condenado a 8 anos e 10 meses de reclusão por corrupção e lavagem de dinheiro, crimes relacionados à operação Lava Jato. A medida inclui restrições como o uso de tornozeleira eletrônica e limitações em visitas. O desdobramento deste caso pode afetar a imagem pública do ex-presidente e trazer novas implicações legais para as autoridades envolvidas na supervisão de seu monitoramento.

