A Polícia Civil do Rio de Janeiro desvendou um complexo esquema de controle territorial do Comando Vermelho (CV) meses antes de uma operação que culminou em 121 mortes. A investigação expôs a brutalidade da facção, que impõe punições severas a moradores e rivais, utilizando técnicas de tortura como espancamentos e sessões de gelo, sempre com a supervisão de líderes através de chamadas de vídeo.
Os documentos obtidos pela polícia revelam que a facção não apenas controla o tráfico de drogas, mas também treina novos atiradores em áreas isoladas, indicando uma crescente profissionalização do crime. Imagens de jovens praticando tiros sob a orientação de um dos líderes, conhecido como BMW, destacam a organização militar do grupo. Além disso, estratégias de posicionamento de criminosos próximos a escolas visam coagir ações policiais durante confrontos.
Com a investigação apontando para a expansão do CV além dos limites do Rio, é evidente que a facção se consolidou como uma força criminosa em várias partes do Brasil. Líderes como Edgar Alves de Andrade, o Doca, continuam a operar mesmo sob mandados de prisão, utilizando táticas de blindagem para garantir sua fuga. O cenário revela uma luta complexa entre as autoridades e o crime organizado, que desafia a segurança pública em diversas frentes.


