Dezenas de milhares de judeus ultraortodoxos se manifestaram nesta quinta-feira em Jerusalém, clamando por uma lei que os isente do serviço militar obrigatório. A mobilização, que teve início pela manhã, ocupou uma das principais vias de acesso à cidade, conforme relatado por jornalistas. A polícia, por sua vez, fechou o eixo principal da área e mobilizou cerca de dois mil agentes para o local.
Os manifestantes, convocados pelos partidos ultraortodoxos Judaísmo Unido da Torá e Shass, expressaram sua oposição à anulação de um acordo que isentava os estudantes das yeshivás do alistamento militar. Durante o ato, um rabino recitou salmos, ecoados pela multidão, que se mostrava coesa em suas convicções. A questão se torna ainda mais crítica, à medida que o exército israelense enfrenta dificuldades com a escassez de soldados, especialmente em um contexto de conflito em Gaza.
A ausência de uma legislação que permita a isenção está sendo vista como um desafio para o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que corre o risco de perder a maioria parlamentar caso os partidos ultraortodoxos decidam se retirar da coalizão. A pressão por uma solução para a situação é crescente, uma vez que a população ultraortodoxa representa cerca de 14% dos judeus em Israel e enfrenta uma crescente mobilização de jovens para o serviço militar. Assim, o desfecho desse impasse poderá impactar não apenas a política interna, mas também a estabilidade do governo atual.

