A reforma administrativa proposta na Câmara dos Deputados, apresentada pelo Grupo de Trabalho no início de outubro e protocolada em 24 de outubro de 2025, enfrenta obstáculos significativos para sua tramitação. O relator da proposta, deputado Pedro Paulo (PSD-RJ), conseguiu as 171 assinaturas necessárias, mas as chances de avanço são escassas, especialmente com a proximidade das eleições de 2026.
O texto da reforma inclui medidas para limitar supersalários, criar metas de desempenho e extinguir privilégios, como férias prolongadas. Entretanto, a oposição de sindicatos, como o Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público e a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, destaca a falta de inclusão e debate no processo, alegando que a proposta foi elaborada sem a participação efetiva dos servidores.
Com apenas três meses até as eleições, as chances de a reforma prosperar são reduzidas, especialmente em um cenário eleitoral onde medidas como esta costumam ser mais difíceis de serem aprovadas. Apesar da pressão por modernização do Estado, a proposta pode enfrentar um longo caminho até a aprovação, considerando a resistência organizada dos trabalhadores e a necessidade de um diálogo mais amplo.

