Em 29 de outubro de 2025, a comunidade da Penha, no Rio de Janeiro, foi marcada pela tragédia após uma megaoperação policial que resultou na morte de ao menos 70 pessoas. Os corpos, embalados em sacos pretos, foram dispostos em uma praça para que familiares pudessem reconhecer as vítimas. O ambiente, antes usualmente movimentado, apresentou-se desolado, com comércios fechados e ruas vazias, refletindo a comoção coletiva.
A operação, considerada uma das mais letais da história da cidade, gerou uma onda de indignação entre os moradores que a qualificaram como um massacre. Imagens de familiares em prantos ao lado dos corpos expostos evidenciam o desespero e a dor da comunidade. A presença constante de veículos do tipo rabecão transportando os corpos para o Instituto Médico Legal (IML) intensificou o clima de luto e revolta.
As críticas ao governador responsável pela operação, que resultou em um número ainda incerto de mortos, se intensificaram. Moradores questionam a eficácia e a ética das ações policiais, clamando por justiça e proteção em vez de violência. Esse episódio trágico levanta questões sobre a abordagem da segurança pública nas favelas do Rio de Janeiro e suas repercussões sociais e políticas.

