Os servidores técnico-administrativos da Universidade de Brasília (UnB) decidiram suspender a greve que completou seis meses em 20 de setembro e retornar ao trabalho a partir de 6 de outubro. A decisão foi tomada em Assembleia Geral realizada no dia 1º, após despacho do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes, relator do Mandado de Segurança nº 28.819, que intimou o sindicato da categoria a se manifestar sobre a abertura das negociações com o governo federal.
A paralisação teve como principal pauta a garantia do pagamento da Unidade de Referência de Preços (URP), índice de 26,05% incorporado aos salários desde 1989 para repor perdas inflacionárias. Em novembro de 2024, o STF determinou que o governo mantivesse esse pagamento, decisão que ainda não foi cumprida pelo Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI). O sindicato entende que a perda desse percentual compromete não só os servidores, mas também o funcionamento da universidade, onde os técnico-administrativos atuam em setores essenciais como laboratórios, bibliotecas e assistência estudantil.
Apesar da suspensão da greve, o sindicato mantém a mobilização ativa, com a formação de uma comissão permanente para acompanhar as negociações e garantir a defesa dos direitos da categoria. O comunicado oficial será encaminhado à reitoria da UnB, solicitando reunião para discutir a compensação do período parado. A continuidade do diálogo entre as partes será decisiva para assegurar os direitos salariais e evitar novos impactos na rotina da universidade.

