João Pedro Stédile, dirigente do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), abordou em entrevista recente a crescente tensão entre os Estados Unidos e a Venezuela. Ele destacou que, caso os EUA decidam invadir o país sul-americano, a população local estaria pronta para resistir, com cidadãos preparados para se tornarem combatentes. Essa declaração foi feita após Stédile visitar a Venezuela no início deste mês e observar a vida cotidiana do povo venezuelano em meio a essa crise.
Stédile indicou que, durante sua visita, a população demonstrou um semblante de normalidade, apesar das ameaças externas. Ele revelou que o MST está articulando com outros grupos populares na América Latina o envio de brigadas de jovens para apoiar a Venezuela em sua luta. O líder do MST enfatizou que o foco será a solidariedade, com atividades voltadas para ajudar a sociedade venezuelana, como o cultivo de alimentos e ações de limpeza e formação social.
A situação levantou preocupações sobre a possibilidade de um conflito armado, mas Stédile acredita que, em vez de uma guerra civil, haveria uma mobilização popular contra uma invasão militar. Ele fez analogias com eventos históricos, como a Baía dos Porcos em Cuba, sugerindo que a resistência poderia ser robusta. Assim, a organização de brigadas internacionalistas reflete um compromisso com a solidariedade entre movimentos populares, destacando a relevância da ação coletiva diante da opressão externa.


