O mercado de fretes agrícolas no Brasil está passando por um ajuste após a implementação do tabelamento de preços da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), que começou no início de outubro. Transportadores expressam apreensão sobre possíveis distorções competitivas, que podem impactar negativamente caminhões menores e esvaziar rotas menos lucrativas, conforme indicado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
O Boletim Logístico de outubro aponta que o mercado apresenta uma estabilidade sem tendência definida, embora o tabelamento da ANTT seja um fator de destaque. Representantes do setor acreditam que, apesar da demanda por essas medidas, podem ocorrer efeitos adversos que prejudicariam a competitividade dos transportadores menores. A Conab alertou que isso poderia gerar ineficiências no mercado e distorções de preços entre diferentes rotas de transporte.
Apesar das preocupações, a Conab acredita que o setor não enfrentará paralisações, já que o tabelamento é uma demanda antiga. O cenário favorável para o escoamento, especialmente em Mato Grosso, devido a safras recordes, contribui para a aceitação das novas regras. Com a demanda externa aquecida, os transportadores estão otimistas quanto ao escoamento da produção, que deve ultrapassar 354 milhões de toneladas na safra 2025/26.


