Nesta quinta-feira, as taxas dos DIs no Brasil apresentaram um aumento significativo, com o DI para janeiro de 2028 alcançando 13,235%. Esse movimento foi impulsionado pela decisão do Federal Reserve e pela divulgação de dados positivos sobre a geração de empregos no país. A alta de 7 pontos-base reflete a expectativa do mercado em relação à política monetária dos Estados Unidos e suas repercussões no Brasil.
O relatório do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostrou que o Brasil criou 213.002 vagas formais em setembro, superando as previsões de economistas. Essa recuperação do mercado de trabalho é vista como um fator que pode pressionar a inflação, o que contribui para a elevação das taxas dos DIs. A curva de juros também se ajustou, considerando a manutenção da taxa Selic em 15% na próxima reunião do Banco Central.
Além disso, o déficit primário do governo central em setembro, que alcançou R$14,497 bilhões, embora abaixo do esperado, continua a preocupar os investidores. Esses dados, juntamente com o desempenho dos Treasuries e a valorização do dólar, indicam um cenário econômico volátil. O mercado aguarda as próximas ações do Copom e possíveis impactos da política fiscal na economia brasileira.


