Um vazamento de óleo provocado por um caminhão ‘desemborrachador’ interditou a pista principal do Aeroporto Santos Dumont, no Centro do Rio de Janeiro, durante 12 horas na madrugada desta terça-feira (data). O incidente causou o cancelamento de 162 voos e provocou um efeito cascata em outros aeroportos brasileiros, como o de Congonhas e o Galeão. A Infraero, responsável pela administração do aeroporto, informou que o reparo ocorria no período habitual de fechamento do terminal, mas o vazamento exigiu a suspensão imediata das operações para garantir a segurança das aeronaves e passageiros.
O caminhão ‘desemborrachador’ é um veículo comum em aeroportos, equipado com uma máquina que remove borracha deixada pelos freios das aeronaves nas pistas, melhorando o atrito e permitindo novas sinalizações. O vazamento teve início por volta das 3h e, apesar das tentativas de limpeza com desengraxante biodegradável e jatos de alta pressão, a pista só foi liberada às 18h30. Passageiros enfrentaram longos atrasos e cancelamentos, com muitos sendo transferidos para o Aeroporto Internacional Tom Jobim (Galeão). A Infraero ampliou o horário de funcionamento do Santos Dumont para acelerar a regularização dos voos.
Especialistas ressaltam que a suspensão total das operações diante de riscos potenciais é fundamental para a segurança da aviação. O incidente evidenciou a complexidade da gestão aeroportuária e seus impactos diretos na malha aérea nacional, afetando milhares de passageiros e operações comerciais. A Infraero afirmou ter utilizado todos os recursos disponíveis para minimizar o tempo de interdição e garantir a segurança das operações aéreas no aeroporto, que é um dos mais movimentados do país.


