Em um ensaio provocador, Miguel Esteves Cardoso afirma que a percepção de Deus no século XXI se traduz no nosso planeta. Ele argumenta que, assim como no século XVI a Terra era vista como o centro do universo, hoje ela ocupa um lugar sagrado nas preocupações humanas. Essa mudança de perspectiva reflete a luta entre a ciência e a religião ao longo da história.
O autor menciona a imagem da Terra capturada durante as missões Apollo como um símbolo dessa nova divindade. A fotografia ‘Earthrise’ evoca sentimentos profundos sobre a beleza e a fragilidade do nosso lar no cosmos. Cardoso ressalta que, apesar das tensões sociais e das desigualdades, a Terra provoca uma resposta emocional que conecta todos os seus habitantes.
Por fim, a reflexão sobre a relação contemporânea com o meio ambiente sugere que as preocupações ambientais se tornaram uma nova forma de adoração. Cardoso destaca que, embora haja uma aparente indiferença em relação ao sofrimento de muitos, a beleza do planeta ainda desperta emoções intensas. Assim, o autor conclui que a Terra é a nova figura divina que nos une e nos desafia a cuidar do nosso mundo.


