Mehmet Ali Agca, o turco responsável por disparar contra o papa João Paulo II em 1981, foi retirado da cidade de Iznik, na Turquia, na noite de 27 de novembro, antes da chegada do papa Leão XIV. A visita do pontífice a Iznik, marcada para 28 de novembro, tinha como objetivo comemorar os 1,7 mil anos do Concílio de Niceia, uma reunião fundamental para a definição de controvérsias teológicas na história do cristianismo.
De acordo com reportagens da mídia turca, Agca foi escoltado pelas autoridades locais ao deixar Iznik, onde tinha ido com a intenção de se encontrar com Leão XIV. Ele declarou à imprensa que esperava poder conversar brevemente com o papa, considerando a visita uma oportunidade extraordinária. O passado criminal de Agca inclui condenações por assassinato e uma tentativa de homicídio de grande repercussão internacional.
O histórico de Agca como militante de um grupo de extrema direita e suas ações anteriores levantam preocupações sobre sua presença durante a visita papal. Embora tenha sido liberado após cumprir pena na Itália e na Turquia, a sua tentativa de se aproximar do papa é vista como um evento de risco que poderia impactar a segurança do pontífice. A situação destaca a complexidade do legado de Agca e suas interações com figuras de destaque, como o líder religioso atual.


