O general Augusto Heleno comunicou ao Exército que foi diagnosticado com Alzheimer em 2018. O anúncio ocorreu durante um exame médico realizado no Comando Militar do Planalto, em Brasília, após sua prisão no dia 25 de novembro de 2025, onde cumprirá uma condenação de 21 anos relacionada a um caso de trama golpista.
O exame médico de corpo de delito é um procedimento padrão para avaliar a saúde dos detentos antes de sua admissão no sistema prisional. Heleno afirmou que o diagnóstico surgiu após episódios de perda de memória, mas não o impediu de ocupar o cargo de ministro do Gabinete de Segurança Institucional durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, de 2019 a 2022.
Com 78 anos, Augusto Heleno enfrenta uma condenação que lhe permite cumprir pena em uma instalação militar. O Alzheimer, uma doença neurodegenerativa, pode afetar gravemente a memória e, em estágios avançados, comprometer funções corporais essenciais. A execução da pena foi determinada pela Primeira Turma do STF, destacando a complexidade da situação do general dentro do contexto legal e militar.

