Um estudo recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgado em 5 de novembro de 2025, mostra que a proporção de brasileiros que se separaram aumentou consideravelmente nas últimas duas décadas. A pesquisa revela que a porcentagem de pessoas que já viveram em união conjugal, mas não estão mais unidas, saltou de 11,9% em 2000 para 18,6% em 2022. Em contrapartida, a taxa de casamentos formais caiu de 49,4% para 37,9% no mesmo período.
Além disso, o estudo destaca que as uniões consensuais se tornaram a modalidade mais comum de relacionamento no Brasil, subindo de 28,6% para 38,9%. O Rio de Janeiro lidera as estatísticas, com 21,4% de pessoas que já estiveram casadas, seguido por Bahia e Sergipe. Enquanto isso, Santa Catarina, Pará e Mato Grosso apresentam as menores taxas de separação, com cerca de 16%.
Esses dados evidenciam uma transformação nas dinâmicas familiares e nos conceitos de união no Brasil. A crescente aceitação de diferentes formas de relacionamento e a queda dos casamentos tradicionais podem ter implicações importantes para a sociedade, incluindo questões relacionadas a direitos e deveres legais. A evolução das preferências dos brasileiros em relação a uniões e divórcios refletirá nas futuras políticas sociais e na compreensão da estrutura familiar no país.


