No dia 18 de novembro de 2025, o Banco Central do Brasil anunciou a liquidação extrajudicial do Banco Master, resultando na interrupção das atividades da instituição e no congelamento de todos os seus bens e direitos. Essa decisão impacta diretamente os clientes, pois recursos em contas-correntes e investimentos, como CDBs e RDBs, se tornam temporariamente indisponíveis até que o processo de apuração dos saldos seja concluído.
A liquidação foi decretada logo após um possível acordo de compra do banco pelo Grupo Fictor, que foi interrompido devido à nova decisão do Banco Central. A medida também estabelece que os valores mantidos em conta-corrente e poupança estarão sujeitos a atualizações monetárias até que o liquidante finalize a análise e determine os pagamentos devidos. Clientes que possuírem operações em derivativos ou empréstimos devem contatar o liquidante para encerrá-las adequadamente.
Os titulares de contas-correntes com saldos não liquidados precisam solicitar habilitação ao liquidante, sendo que o pagamento dependerá da apuração dos valores e da disponibilidade de recursos. Caso o saldo apurado exceda os recursos disponíveis, o liquidante fará o rateio entre os credores, conforme a ordem de preferência estabelecida pela Lei 6.024/1974. O desdobramento dessa liquidação poderá ter consequências significativas para os investidores e credores envolvidos.


