Na tarde desta segunda-feira, 24, o bitcoin registrou uma leve alta, cotado a US$ 88.307,40, após uma queda acentuada que o havia levado ao menor nível em sete meses. Apesar dessa recuperação, o sentimento do mercado permanece cauteloso, impulsionado por incertezas em relação às políticas do Federal Reserve e fatores internos que afetam o setor de criptomoedas.
O aumento recente do preço do bitcoin, que subiu 1,15%, vem em meio a um cenário de aversão ao risco e dúvidas sobre possíveis cortes nas taxas de juros nos Estados Unidos. Além disso, a liquidez mais fraca e a realização de lucros por investidores de longo prazo têm contribuído para a pressão sobre o ativo. O Deutsche Bank destaca que a situação se agrava com a saída recorde de US$ 2,2 bilhões do maior ETF de bitcoin em novembro, refletindo a cautela dos investidores.
Analistas alertam que a manutenção das taxas de juros pelo Fed pode gerar uma nova onda de vendas no mercado cripto, colocando em risco a linha de suporte em US$ 80 mil. O Japão, por sua vez, avança na regulamentação do setor, exigindo que corretoras mantenham reservas obrigatórias, o que pode impactar a confiança do mercado. O futuro do bitcoin e de outras criptomoedas continua incerto, com muitos investidores monitorando de perto as condições do mercado financeiro global.

