A agência dos Estados Unidos para o combate às drogas, DEA, retornará à Bolívia após um hiato de 17 anos, conforme anunciado pelo czar antidrogas boliviano, Ernesto Justiniano, na última sexta-feira (21). A decisão ocorre em um momento em que a produção de cocaína no país alcança níveis alarmantes, levando o governo a priorizar a erradicação das plantações de coca e o combate ao narcotráfico.
Justiniano, que já ocupou cargos importantes na luta antidrogas, afirmou que a nova estratégia será baseada em parcerias internacionais. A Bolívia, atualmente o terceiro maior produtor de coca e cocaína no mundo, busca apoio de países vizinhos e da Europa para fortalecer suas ações contra o narcotráfico e reverter a grave crise econômica que enfrenta. A colaboração com a DEA é vista como essencial para a troca de informações e a implementação de políticas mais eficazes.
Com a mudança política trazida pela administração de Rodrigo Paz, o país busca não apenas combater a produção de drogas, mas também restaurar suas relações diplomáticas com os Estados Unidos. A reabertura de diálogo pode trazer desdobramentos importantes para a segurança regional e as políticas de combate às drogas na América do Sul, especialmente em um cenário onde a produção de cocaína está em ascensão.

