Em um dia marcado pela euforia no mercado financeiro, a bolsa brasileira, representada pelo índice Ibovespa, superou os 155 mil pontos pela 14ª vez consecutiva, encerrando a sessão em 155.257 pontos, com uma alta de 0,77%. A valorização foi impulsionada principalmente por ações de petroleiras, mineradoras e bancos, refletindo uma tendência de crescimento que se aproxima da sequência histórica de 15 altas registrada em 1994, antes do Plano Real.
Além do desempenho positivo da bolsa, o dólar comercial fechou a R$ 5,307, recuando 0,55%, o que representa o menor valor desde o final de setembro. A queda na moeda estadunidense deve-se à expectativa de um acordo no Senado americano que pode pôr fim ao shutdown, refletindo uma reação otimista no mercado global. Os investidores brasileiros aguardam ainda a divulgação da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e os dados da inflação de outubro, que poderão influenciar a taxa Selic.
Caso a inflação seja menor do que o esperado, há uma possibilidade de que o Copom inicie cortes na taxa de juros em janeiro, antecipando-se a março de 2026. Juros mais baixos podem estimular um aumento no fluxo de investimentos para a bolsa de valores, potencializando o crescimento do mercado financeiro no Brasil. Assim, as expectativas em relação à política monetária e ao cenário econômico global permanecem centrais para o desempenho futuro do Ibovespa.

