O ex-presidente Jair Bolsonaro admitiu durante uma audiência de custódia que utilizou um ferro de solda em sua tornozeleira eletrônica, justificando que possui formação em eletricidade. Em declarações anteriores, ele mencionou ter feito um curso à distância no Instituto Universal Brasileiro, embora não haja comprovações documentais a respeito. Esse episódio ocorreu enquanto Bolsonaro cumpre prisão domiciliar, levantando preocupações sobre sua saúde mental e percepção da realidade.
Bolsonaro, que já declarou ter dificuldades de saúde, afirmou ter tido alucinações relacionadas ao uso de medicamentos, o que o levou a tentar mexer na tornozeleira. O ex-presidente também fez referência a um curso profissionalizante de conserto de eletrodomésticos realizado em Madureira, no Rio de Janeiro, embora essa informação tenha gerado controvérsias. O currículo oficial de Bolsonaro não menciona essas formações, o que aumenta a especulação sobre a veracidade de suas alegações.
Esse episódio não apenas reflete a situação pessoal de Bolsonaro, mas também pode impactar sua imagem pública e sua base de apoio, que observa com atenção seus desdobramentos legais e de saúde. A admissão de que tentou alterar um dispositivo de monitoramento, por sua vez, levanta questões sobre a supervisão e segurança em casos envolvendo figuras públicas em situações similares. As consequências legais e sociais desse incidente continuarão a ser debatidas nos próximos meses.


