O BRB decidiu solicitar à Justiça Federal de Brasília a autorização para atuar como assistente de acusação na investigação sobre o Banco Master, que apura fraudes envolvendo a venda de carteiras de crédito falsas no valor de R$ 12,2 bilhões. A deliberação foi feita durante reunião do Conselho de Administração da instituição, realizada na sexta-feira (28). Essa ação surge em um momento crítico, após o Banco Central ter ordenado a liquidação do Master.
As investigações indicam que o Banco Master teria vendido carteiras fraudulentas ao BRB, levantando preocupações sobre a governança da instituição pública. Além disso, a Polícia Federal apontou que o BRB ignorou inconsistências nas carteiras adquiridas, o que permitiu a circulação de recursos que poderiam ter evitado o colapso do Master. A situação se agrava com a recente prisão do dono do Banco Master e outros diretores, que foi posteriormente revogada com imposição de medidas cautelares.
Com a recente nomeação de Nelson Antônio de Souza como presidente do BRB, a instituição busca reestruturar sua imagem e assumir um papel ativo na investigação. A atuação como assistente de acusação pode ser uma tentativa de recuperar a confiança pública e demonstrar compromisso com a transparência. À medida que o caso avança, o BRB enfrenta desafios significativos para sua governança e credibilidade no mercado financeiro.


