A indústria de café solúvel do Brasil anunciou que continua em negociações com o governo para obter isenção das tarifas impostas pelos Estados Unidos, que se mantêm em 50%. Recentemente, o presidente dos EUA retirou a taxa de 40% sobre os grãos verdes brasileiros, mas a tarifa sobre o café solúvel permanece, afetando a competitividade do produto nacional no mercado. A Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics) alertou que essa situação pode resultar na perda de mercado para outras origens.
Os EUA, que tradicionalmente representam 20% das exportações de café solúvel do Brasil, estão se distanciando como o principal destino do produto. Em 2024, o café solúvel brasileiro foi responsável por 38% das importações totais desse tipo de produto pelos EUA, mas a manutenção das tarifas levanta preocupações sobre a substituição do produto brasileiro por alternativas de outros países. A Abics enfatiza que a perda de lealdade dos consumidores norte-americanos pode ter consequências duradouras para a indústria cafeeira nacional.
A situação atual destaca a necessidade de contínuas negociações diplomáticas para garantir a competitividade do café solúvel brasileiro. Apesar do revés, a Abics reafirma seu compromisso com a busca por isenções tarifárias e a proteção da cadeia produtiva nacional. A incerteza no mercado pode afetar não apenas os exportadores, mas também os cafeicultores e trabalhadores envolvidos na produção.


