O presidente da Câmara, Hugo Motta, convocou uma votação para o PL Antifacção, que pretende aumentar as penas para organizações criminosas, nesta terça-feira, 18 de novembro de 2025. O relator do projeto, Guilherme Derrite, que recentemente reassumiu seu mandato, já teve a análise do texto adiada duas vezes devido à falta de consenso entre os partidos. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, manifestou que não há acordo para a atual versão do projeto.
O PL, enviado pelo governo, é alvo de críticas, principalmente por parte do PT, que questiona a condução de Derrite como relator. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, pediu a substituição de Derrite na relatoria e argumentou que o texto possui erros constitucionais. A proposta enfrenta pressão de governadores que solicitam mais tempo para ajustes, evidenciando a complexidade do cenário legislativo.
As implicações da votação do PL Antifacção são significativas, uma vez que há uma divisão clara entre os partidos sobre o endurecimento das leis contra o crime organizado. O governo alega que a versão atual do projeto diminui o poder da Polícia Federal e contém inconsistências. Se não houver consenso, a votação pode ser novamente adiada, prolongando o processo legislativo e a resposta do Estado ao crime organizado.

