Na próxima terça-feira, 11 de novembro, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, conduzirá a discussão do Projeto de Lei Antifacção. O projeto, que busca aumentar as penas para facções criminosas, foi enviado pelo governo federal e está sob a relatoria do deputado Guilherme Derrite. A convocação para essa sessão ocorre em um período em que as atividades da Câmara estão reduzidas devido à 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), marcada para iniciar um dia antes, em Belém (PA).
O deputado Derrite, que apresentou seu parecer na última sexta-feira, decidiu não incluir a proposta da oposição que unificava o PL com um projeto que equipara facções a organizações terroristas. Em sua proposta, ele sugere que as ações armadas e o controle territorial das facções sejam punidos com penas de 20 a 40 anos de prisão, semelhantes às previstas para crimes de terrorismo. Essa abordagem visa endurecer a legislação contra o crime organizado, refletindo uma preocupação crescente com a violência associada a essas organizações.
A realização da discussão no contexto da COP30 poderá limitar a participação dos deputados, uma vez que muitos devem se concentrar nas atividades relacionadas à conferência climática. Assim, a votação do PL Antifacção pode ser adiada, impactando o avanço da legislação. O resultado dessa discussão pode influenciar significativamente as políticas de segurança pública e a abordagem do governo em relação ao crime organizado no Brasil.

