Diversas companhias aéreas, incluindo a brasileira Gol e a colombiana Avianca, suspenderam voos para a Venezuela após um alerta de segurança emitido pela Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos. O aviso, que destaca uma “situação potencialmente perigosa” ao sobrevoar o território venezuelano, surge em um momento em que os EUA preparam uma nova fase de operações para pressionar o governo de Nicolás Maduro.
As autoridades americanas informaram que a decisão dos cancelamentos está relacionada à intensificação da atividade militar na região e à deterioração das condições de segurança. A TAP Air Portugal e a espanhola Iberia também anunciaram a suspensão de seus voos, enquanto outras companhias, como Copa Airlines e Wingo, mantiveram suas operações. A Aeronáutica Civil da Colômbia expressou preocupações sobre os riscos potenciais para aeronaves na área.
O aumento das tensões entre Washington e Caracas ocorre em um contexto de reforço militar americano no Caribe, com a presença do porta-aviões Gerald R. Ford. As novas operações visam combater o tráfico de drogas e pressionar Maduro, que é acusado pelos EUA de envolvimento em atividades ilícitas, algo que ele nega. A situação sugere que as relações entre os dois países podem se deteriorar ainda mais, com possíveis desdobramentos na segurança regional.

