A Caravana África Diversa inicia sua jornada no Rio de Janeiro, tendo feito uma parada anterior em Nantes, França. O evento, que começa em 22 de novembro e vai até 27 do mesmo mês, celebra os 200 anos de amizade entre os dois países e destaca suas histórias interligadas como portos de pessoas escravizadas. A curadora Daniele Ramalho enfatiza a importância de reconhecer a similaridade entre as duas cidades, que receberam grandes quantidades de africanos durante o período da escravidão.
A Caravana não apenas homenageia a memória dos que foram forçados a deixar suas terras, mas também busca promover discussões sobre políticas públicas e direitos da população negra. A guardiã da festa do Reinado de Nossa Senhora do Rosário, Capitã Pedrina, argumenta que o Brasil está mais avançado que a França em termos de políticas que visam a inclusão e a reparação. A presença de intelectuais negros nas universidades e museus é um sinal de progresso, mas os desafios de racismo e desigualdade social ainda persistem.
Além de resgatar as histórias compartilhadas, a Caravana África Diversa também convida a reflexão sobre as realidades contemporâneas enfrentadas por comunidades negras em Nantes e no Brasil. A Rainha Konga, Ana Luzia de Moraes, expressou a importância de conscientizar as pessoas sobre suas realidades, buscando um diálogo que vá além das fronteiras. O evento se propõe, assim, a ser um espaço para a construção de consciência política e cultural, fortalecendo a luta pela igualdade e justiça social.

