A Casas Bahia (BHIA3) convocou uma assembleia de debenturistas para o dia 17 de dezembro, com o objetivo de discutir o reperfilamento de suas dívidas. A decisão do conselho de administração busca viabilizar a conversão de debêntures em ações, parte de uma estratégia para aliviar a pressão financeira enfrentada pela varejista, que reportou um prejuízo líquido de R$496 milhões no último balanço trimestral.
Além da assembleia de debenturistas, a companhia também programou uma assembleia geral extraordinária para a mesma data, onde será votado um aumento de capital de até R$13,25 bilhões. Essa proposta visa proporcionar maior flexibilidade ao conselho, especialmente caso a conversão de dívidas em ações se concretize. O movimento de conversão já ocorreu anteriormente, com a Mapa Capital se tornando a maior acionista da empresa após a conversão de R$1,40 bilhão em debêntures.
A busca por apoio financeiro reflete um esforço contínuo da Casas Bahia para melhorar sua estrutura de capital e reduzir a alavancagem. Com a valorização das ações da empresa, que subiram cerca de 34% desde a conversão das debêntures, o mercado observa de perto os desdobramentos dessa estratégia, que pode potencialmente transformar a saúde financeira da companhia e desbloquear seu crescimento futuro.

