O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, declarou que o estado representa o ‘epicentro do problema’ do crime organizado, em resposta à megaoperação que resultou na morte de 121 pessoas, sendo 117 suspeitos e quatro policiais. Em entrevista, ele destacou que a operação, considerada a mais letal da história do Rio, oferece uma ‘janela de oportunidade’ para intensificar o combate ao crime. Castro prometeu rigor na apuração de falhas no uso de câmeras corporais durante a ação policial.
O governador responsabilizou moradores pela retirada de corpos da cena do crime, o que inviabilizou a perícia no local. Ele enfatizou a importância de abordar três pilares no combate à criminalidade: a retirada de armas, a eliminação de barricadas e o sequestro da economia do crime. Além disso, mencionou a necessidade de diálogo com autoridades dos Estados Unidos para enfrentar o tráfico de drogas, afirmando que 80% das armas apreendidas no estado são montadas a partir de peças adquiridas localmente.
Castro também criticou a falta de uma perícia adequada na operação, alegando que a retirada dos corpos foi realizada pelos moradores e não por agentes do Estado. Ele reafirmou a determinação de garantir que a polícia utilize corretamente os equipamentos disponíveis e se comprometeu a investigar quaisquer irregularidades. As declarações do governador refletem a urgência em lidar com a escalada da violência no Rio e a necessidade de estratégias mais eficazes para a segurança pública.

