Arno Gleisner, diretor da Câmara de Comércio, Indústria e Serviços do Brasil (Cisbra), analisou a recente decisão dos Estados Unidos de retirar uma tarifa de 10% sobre produtos agrícolas. Esta medida contempla uma redução adicional nas taxas de itens como café e frutas, que caem de 50% para 40%, e é vista como uma oportunidade para melhorar a competitividade do Brasil no mercado internacional.
Apesar de Gleisner considerar essa mudança um pequeno avanço, ele ressalta sua importância estratégica. Para a Cisbra, a retirada da tarifa abre possibilidades para novas reduções, especialmente nas tarifas de 40%, que têm um impacto significativo sobre os produtos brasileiros. O executivo também mencionou que os consumidores americanos estão sentindo a pressão do aumento de preços em itens como frutas e café, o que pode gerar uma demanda por mudanças nesse cenário.
Gleisner acredita que o Brasil está em uma posição favorável para recuperar e expandir suas exportações para os EUA. Ele destacou iniciativas de nearshoring que visam aproximar cadeias produtivas atualmente concentradas na Ásia, sugerindo que, embora o México seja o principal beneficiado, o Brasil também pode tirar proveito dessa tendência. O diretor da Cisbra concluiu que a situação atual pode levar a novas movimentações no comércio internacional.


